sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Novas táticas de spam ameaçam redes sociais

Se você acha que o problema de spam já é ruim -- e é, pois mais de 90% do email é spam -- a boa notícia é que não vai piorar. A má é que vai ficar muito pior.
O spam é um negócio enorme e os spammers, como todos os empresário, estão sempre procurando maneiras de cortar custos, aumentar lucros e botar seus produtos na frente de mais pessoas. A eficiência dos filtros de spam de hoje em dia e o fato de que a maioria dos internautas aprendeu a ignorar o lixo que passa por eles tornou a vida bem mais dura para eles.

Então, em vez de continuarem a bater cabeça contra a parede para criar novos métodos de soletrar Viagra, os spammers estão pensando em meios de poluir a Internet. Por anos eles têm usado os comentários em blogs e sites para empurar o lixo, e não passam disso.

Muitos spammers agora têm equipes de pessoas trabalhando em nada além do que fazer perfis fakes para usuários virtuais em redes sociais e blogs. Eles usam esses perfis para criar contas no Twitter, Facebook, Blogspot e outros sites com altos níveis de interação.

Mas não são fakes facilmente identificáveis que vêm lotando esses sites. Em vez disso, são pessoas que parecem reais, com interesses definidos, localizações geográficas definidas, bandas e filmes favoritos. Os spammers que controlam esses perfis não os usam ativamente e escancaradamente para vender pornografia e pílulas de dieta, e sim tentam fazê-los parecer comuns.

"O objetivo é ficar na moita," diz Robert Hansen, pesquisador de segurança que discutiu novas táticas em um webinar da Black Hat e da Dark Reading. Hansen, que falou com spammers que usam essas técnicas, disse que eles podem criar de 500 000 a 1 milhão de novos perfis em um único dia.

Um blog controlado por um spammer usando uma desses perfis pode ter posts regulares sobre as atividades do blogger, comentários sobre o tempo e até fotos. Nada que pareça suspeito.
"Será muito difícil para os administradores das redes sociais identificarem esses usários fakes," disse Hansen. "Isso poderia criar um monte de confusão nesses sites. Pode ser um desastre se algum serviço ficar tentando adivinhar quem é verdadeiro ou não."

Esta tática pode ser especialmente eficiente em um site como Twitter, onde os usuários confiam bastante em URLs encurtadas, difíceis de identificar sem clicar. Muitos spammers no Twitter são fáceis de identificar agora, porque não têm seguidores e só postam links de pornografia ou ofertas de scam. Mas quando começarem a dedicar tempo para arrumar seguidores com mensagens legítimas por dias ou semanas, as coisas ficarão muito mais complicadas para todo mundo.

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